Ser transcultural…

Oi gente…

Aiai… se preparem porque esse post é “cabeça”. Vai lá. Põe uma musiquinha leve (Caetano dos anos 70 funciona bem), pega um chá de camomila e se concentra aqui….

Já ouviu falar em “transculturalismo“? Lendo esse palavrão… que pode ter vindo de uma conversa de barzinho na Vila Madalena, de um café em Berlin, ou de um restaurante cool de NYC, já dá pra imaginar que é uma espécie de cultura que transcende fronteiras, raças, religiões, saldos bancários, criação, educação, e todas as demais identidades que grudamos no corpo ao vivermos até o dia de hoje.

Até poucas décadas atrás, quase todas as culturas eram confinadas dentro desses “balizamentos sociais”… mas felizmente com a integração do mundo na era da Internet, as paredes culturais e sociais caíram como todas as outras, físicas ou virtuais. Ande pela China e você verá um chinês totalmente ocidentalizado, ainda tradicional por dentro. Passeie pela Holanda e veja meninos loiros como a luz do dia, de dreads, ouvindo música japonesa, comendo comida thailandesa, vestindo tênis americanos feitos na China e encontrados pela metade do preço no Paraguai.

Quem tem um trabalho móóóóiiitoooo bom sobre o transculturalismo é um queridão que muita gente conhece chamado CLAUDE GRUNITZKY. Ele é editor da revista TRACE, dos Estados Unidos, dirigida basicamente ao mercado afro-americano, mas que atinge com a mesma força a comunidade afro-inglesa e afro-francesa. E para a felicidade do povo e bem geral da nação, a revista ultrapassa de longe essa meta de público-alvo e também é lida por brancos, amarelos, marrons, azuis, verdes e cor-de-rosas. Só não é lida por laranjas porque eles trabalham que nem loucos para os políticos, advogados e empresários brasileiros. Mas esse é outro assunto.

Aqui vai uma imagem de capa….

trace

Fora a TRACE, Claude também tem uma agência de propaganda especializada em anúncios para o mesmo público de sua revista. Ou seja: o moço é totalmente “gente que faz“… e ainda por cima é um excelente exemplo de transculturalismo, pois nasceu numa pequena vila do Togo chamada Lomé, foi pequeno para Washington D.C. morar com o pai, e hoje vive em Nova Iorque quando não está voando entre Londres, Paris e o Rio de Janeiro, absorvendo tudo o que acha de novo e positivo de cultura para poder divulgar as novas caras da moda, da música, das artes plásticas, do cinema, do terceiro setor, e gente em que ele acredita, gente de verdade. Segundo Claude… “transculturalistas modernos são pessoas que podem mudar e aprender e funcionar pela descoberta e pela influência em culturas que não são propriamente as suas.”

claude
Africano de nascença, americano de criação, mas brasileiro de coração…

Claude fez um livro muito legal sobre o assunto. se vc souber ler em inglês, vale a pena.

livro claude

A idéia é que você se torne melhor, mais rico [não no sentido de $$] e mais interessante como pessoa ao experimentar outras culturas. E mais e mais é a natureza da vida moderna”, diz o autor e editor, que também escreveu o prefácio de um dos livros mais influentes já escritos sobre a cultura Hip-Hop, “A TIME BEFORE CRACK, do fotógrafo Jamel Shabazz.

jamel Shabaz

É isso gente. Se tiver curiosidade, e como achar esses livros, se joga…

Bjsssssss….

~ por Thais Losso em 22 Agosto 2007.

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